Licitação para túnel no Portão do Inferno em MT é considerada fracassada
A licitação para um túnel na MT-251 não teve vencedor após seis meses.

Obras de retaludamento na região do Portão do Inferno Sinfra-MT A licitação para as obras de construção de um túnel na MT-251, região do Portão do Inferno, não teve empresa vencedora, conforme anunciado pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), nesta quinta-feira (21). O edital foi lançado em novembro do anos passado e teve apenas uma proposta, do Consórcio TB-ETEL. No entanto, a empresa foi inabilitada pela Comissão de Licitação da Sinfra-MT por não cumprir os requisitos de qualificação econômico-financeiro previstos no edital. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Em abril, o Consórcio apresentou recursos após ser desclassificado da licitação, mas a decisão da Comissão foi mantida e acompanhada pela Procuradoria Geral do Estado. “Como o Consórcio havia sido o único a apresentar propostas, a licitação foi considerada fracassada, já que não houve uma empresa habilitada a executar as obras. Agora, a Sinfra-MT irá fazer uma revisão dos dados do anteprojeto para publicar um novo edital de contratação da obra”, informou a secretaria. Consórcio recorreu após ser desclassificado de licitação para o Portão do Inferno O que a empresa deverá fazer Conforme o edital, a empresa vencedora da licitação ficará responsável por elaborar o projeto básico, o projeto executivo e executar as obras do túnel que substituirá o plano de retaludamento no Portão do Inferno. A proposta de cortar os paredões havia sido suspensa após estudos apontarem a inviabilidade técnica da intervenção. O edital prevê ainda a contratação integrada para construção do novo túnel, além de obras de pavimentação e implantação de acostamento no trecho considerado crítico da rodovia. A obra A passagem subterrânea passou a ser a alternativa adotada pelo governo após quase dois anos de instabilidade na região, marcada pelo risco constante de queda de blocos rochosos sobre a pista. Em junho deste ano, o projeto inicial teve de ser revisado. O retaludamento, que consistiria na escavação e retirada de cerca de 180 mil metros cúbicos de material rochoso, gerou preocupação entre pesquisadores e entidades ambientais, que alertaram para impactos ecológicos e incertezas sobre a segurança da obra. Na época, o governador Mauro Mendes (União) afirmou que estudos geológicos emergenciais realizados durante o início da intervenção identificaram inconsistências que colocavam em dúvida a viabilidade do corte dos paredões, especialmente devido ao uso de maquinário pesado. Segundo Mendes, as sondagens iniciais não foram suficientes para mapear todas as características geológicas da área.
Fonte original: G1 — ler no site original
Andre Rees
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